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Tu, a rosa, e eu

Brilhou, hoje, o sol.
E seus raios penetraram numa rosa que se abria para abraçá-lo.
Chorei.
E chovi-la, tentando perdurar tal formosura, que fazia seus braços abrirem demasiadamente,
que suas pétalas afastavam-se na intenção de agarrá-lo.
Entristeci.
Estava eu, ali, admirando-a, e sua beleza não era para mim, pois não me buscava.
Senti seu cheiro.
E o perfume que dela saía chegava-me de uma forma suave.
E queria estar perto dela para que me notasse.
Se ali estivesse, notar-me-ia.
Você veio a mim de tal forma que seu perfume se embaraçava às minhas lembranças.
Seu sorriso me abraçava, mas não a mim.
Chorei.
Já havia passado por isso.
Quanto mais lágrimas caíam-me dos olhos, mais linda te via.
Lembrei-me
Que já tinha visto tal cena, pois parecias uma rosa.
Seus lábios encantavam-me como as pétalas a se abrirem para agarrar o sol.
E só assim, com tal comparação, no fundo do meu pensamento, pude perceber
Que eras tu a rosa.

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