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Para sempre teu

Parecia ser somente um garoto
Que não gostava de viver
Pois a vida não lhe sorria.

Pensava ser um mero aborto,
Talvez um erro que veio a nascer.
Então... Viver, à pena, não valia.

Fez-se então um homem roto,
Com seu rosto a esconder
Por trás de uma máscara sombria.

Caminhava então tão torto,
Quando uma luz veio a aparecer
Em sua vida tão vazia.

No início, um conforto
Que fez seu peito aquecer.
Era tudo o que queria.

Foi tirado do fundo do esgoto
E assim lavou todo seu ser.
Porém, ainda assim, ele fedia.

Encontrou nesta, seu cais de porto
E tudo o que pôde oferecer
Arrancou em agonia.

Para ela então fez-se absorto
Mas esta, nunca a responder,
O acordou da fantasia.

Descobriu assim que estava morto
Pois, em seu peito, a bater
Um coração não mais havia.

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