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Mudança muda

A mudança vai A mudança vem E o que é que tem nessa mudança que ela não muda? Minha voz não sai Gritos, estou sem! Ninguém me falou quanto mudou essa mudança muda! O meu mundo cai O que esse mundo tem? Eu me sinto noutro mundo que mudou de uma muda! Já não sei se ele é pai Não quero mais saber nem Preciso mudar também. Então me vista com uma outra muda!

As três

Nesta vida, tenho três E três vidas já vivi. Hoje sou o que vocês Melhoram até aqui. Tenho luz pela primeira Que, com base, me moldou. Entregou-se por inteira. Ser-humano, hoje eu sou. Ensinando-me a amar, A segunda me amou. Levantou-me a despertar E um homem, me tornou A terceira é nova vida Que é novo e diferente. Uma vida renascida. Transformou-me plenamente. Pelo ser o que hoje sou, Agradeço a vocês. Minha vida se formou Graças a vida das três.

Ah, manda!

Ela já manda em meu coração Ah, manda! Com muita emoção Tão quanto se possa imaginar Já me faz sorrir. Já me faz chorar Ela já tem o controle de tudo Me faz falar ou me deixa mudo E mesmo sem nunca ter visto A pensar nela, eu sempre insisto Também já manda no meu amor Um novo e com tanto furor Que é tão diferente para mim Que até parece não ter fim Um ser tão pequenino Que já tem esse domínio A vida está apenas começando E já vem ao mundo mandando Pequena, já amada Você é a esperada Neste mundo, você é quem manda Minha amada, minha Amanda

Amor Profundo

Faz um tempinho Que te conheci Mas hoje ainda A surpresa não finda Pois me surpreendo Com tanto que aprendo Oh, meu denguinho... Sou louco por ti. O que aprendi De mim, já não sai Aprendi a amar Aprendi a me apaixonar Aprendi a ser casado Aprendi a ser amado E algo que eu muito curti Aprendi até a ser pai Tu me deste o melhor O melhor presente do mundo Contigo sou outra pessoa Uma pessoa tão boa Que na vida, não quer mais nada Pois já tem uma namorada Que deixa meu coração maior Pra caber este amor tão profundo.

O tempo e o escritor

O tempo passou E o escritor não escreveu Sobre o tempo que passou E ninguém mais percebeu Que o tempo havia passado Pois não estava registrado E o escritor não escreveu. O escritor passou A não mais se importar Com o tempo passado E viveu seu presente Passo a passo, somente Porque este aprendeu A não mais se importar. Mas o tempo passou Com um outro presente Cada passo passado Retornou em sua mente E o escritor escreveu E a todos, surpreendeu Com um outro presente. Escreveu rapidamente Obrigado pelo tempo Tentando recuperar O tempo passado perdido Foi assim que perceberam E todos agradeceram: Obrigado pelo tempo.

Acre sabor

Usarei meu acre tom, Desculpe-me a grosseria, Para poder expressar A falta que sinto de ti. Saudades minha boca sente Daquele teu acre sabor Que sacia minha sede Do prazer de te encontrar A esputada língua minha No palato se retorce Pelos acres inundados Que distante, nos separa.

Desinspiro

Desinspirado estou Pirado por Parado estar Preciso voltar De onde estiver Pra o mesmo lugar Que outrora estivera A me imaginar Pairando no ar A rodopiar Cheio de ilusões, Bonitas canções, Um mundo ideal De todas as cores Que eu precisar Pra poder criar Minha completude De felicidade Que hoje me falta, Pois ontem a deixei Num mundo esquecido Que estimo encontrar Para retornar A me inspirar Neste desafio Que a vida me deu: Viver

Ligação

Alô! Tenho uma coisa para dizer. Não consigo mais sem você. Eu preciso de ti pra viver. Alô! Onde você está agora? Quero te encontrar nessa hora! E nunca mais te deixar ir embora. Alô! Estou quase tendo um infarto! De saudades tuas, já estou farto! Pode vir me ver aqui no quarto? Alô! Alô! Alô! Já não há sinal algum! E, num abraço, tão comum! Meu coração faz "Tum Tum Tum"!

Menos que amanhã

Todo dia é um novo dia Onde tudo se repete Mas de um jeito diferente Onde nada é igual O sol nasce lá no céu Ilumina toda a Terra Mas o brilho dos teus olhos Me conquista mais e mais Em meu peito, um coração Que palpita, comedido Descontrola-se ao te ver Ao sentir teu respirar Meu amor é sempre amor E amar é sempre bom Mas o modo se transforma Como um fruto a se vestir Sei que hoje eu te amo Do mesmo jeito diferente Muito mais que ontem E muito menos que amanhã

Noventa e três

Minha vida mudou E mudou outra vez No relógio, contou Noventa e três Um mês já se passou E passou outra vez Outro já aprontou Noventa e três Muita coisa rolou E rolou outra vez Hoje, feliz estou Noventa e três Meu amor te amou E amou outra vez 1,2,3... Quem eu sou? Noventa e três -- 28/07/2011

Ô mainha

Ô mainha... Vem aqui... Me ajuda... A dormir... Ô mainha... Tô doente... Tá doendo... O meu dente... Ô mainha... Tô com medo... Olha o sangue... Do meu dedo... Ô mainha... Ligeirinho... Xeu brincar... Mais um pouquinho... Ô mainha... Ô mainha... Minha mãe... Minha rainha...

O início da jornada

Olhares utópicos voltados ao céu Em minha lembrança, um povo a esperar Sofrendo, chorando com o mundo a acabar Por causa dos erros deles cometidos Lutavam e olhavam em todos sentidos Com um recomeço ficavam a sonhar Por trás das estrelas despia-se o véu Viu-se então, brilhar no infinito Um espaço perfeito pra vida viver Distantes distâncias para percorrer Recursos restantes que se foram gastos Para navegarem em lácteos pastos Assim, várias arcas puderam fazer E é em uma dessas que hoje habito Há mais de três décadas, estamos aqui Viajando mais rápido que um feixe de luz Envoltos num nada, um escuro capuz Seguindo, de encontro a um ponto distante Eu, hoje, despejo o suspiro restante Com um brilho longínquo em forma de cruz Espero, meus netos, que cheguem ali

Longínqua brisa

Meu amor é uma brisa Carregada de ar puro Que me enche os pulmões Que refresca meus verões Que conduz a minha vida Rumo a um porto seguro Seu perfume me acalma Se difunde em minha veia Arrepia meus tecidos Alimenta meus sentidos Revigora minha alma Vai me arando em sua areia Na distancia sufocante Não há nada a preencher Já me falta todo ar Não consigo respirar Pois meu peito vacilante Não resiste sem você

Ansiosa espera

O sino bateu Mochila, arrumei Dei tchau aos colegas Desci e esperei. Saiu o primeiro Saiu o segundo O décimo quinto Já foi todo mundo! Mil anos passaram E eu a esperar - Cadê minha mãe? Pergunto, a chorar. Foi só um minuto Que tinha passado É que meu relógio Era adiantado. Enfim, ela chega E fico feliz Com lágrimas puras Molhando o nariz. Assim, todo dia Num medo choroso Eu sempre a esperava Bastante ansioso.

Verdade alternativa

Se meus fatos não constatam com o teu É porque meu multiverso contemplou A verdade, em contraste, se perdeu E com idéias, mal formadas, completou Tem fineza de julgar-me um pouco menos Já que tens imagens minhas que não valho Teus conceitos subjugam tais venenos E, em teus domínios próprios, já não calho Não destruas tua mesa em julgamentos Pois um réu em juramento já não mente Minha boca só reflete pensamentos Acredito no que digo piamente Analise então os fatos mais de perto Transladando noutra tal perspectiva É demasiado o jeito de estar certo Esta é mais uma verdade alternativa

Jóia real

Admirado com tua beleza Que brilha com tal leveza Pela qual me apaixonei No momento em que te vi Eu me sinto como um rei Que em toda sua nobreza E com toda sua riqueza Te almeja. Só a ti. Jóia de grande pureza Que inspira a realeza E que dita sua lei Fascinando-o para si Minha vida, eu te dei És agora minh'alteza Sempre foste, em mim, fraqueza Nunca vou te desistir.

Mágico beijo

Estou brincando E, de repente, caio. Começo então a chorar. Não consigo mais parar. Mas, um anjo, vem voando, Tão veloz quanto um raio Para me acalentar. Um beijo leve Que me penetra no centro, Tão suave quanto o ar, Conseguindo me acalmar, Mesmo sendo ele tão breve, Este cura-me por dentro, Faz a dor se dissipar. Mãe querida, Dona do mágico beijo Capaz de reanimar E, da dor, remediar, Sarando minha ferida, Tenho só mais um desejo: Para sempre, te amar!

Ser mãe é... ser mulher

Ser mãe é Correr, pular, brincar De Mocinho, Caubói ou Pajé Dançar como bailarina Girando na ponta do pé Ter sempre um colo vazio Esperando para um cafuné Surfar no tapete da sala Em cima de um jacaré Enquanto sorrindo me pede Para nadar contra a maré Ser mãe é Preocupar-se com o filho Preparar o seu café Arrumar a sua roupa Ajeitar o seu boné É dar um puxão de orelha Para cada pontapé Ou cobrar enormes textos Do início ao rodapé Educando para o futuro Esperando e tendo fé É estar sempre presente Para o que der e vier É lembrar-se do passado Da sopinha na colher Vendo o filho já crescido Caminhando para onde quer E vindo me visitar De onde quer que estiver Mas também é ser vaidosa Se arrumando quando der Se vestindo, perfumando Maquiando, se puder Vendo um filme, namorando Mesmo em casa, se quiser Ser mãe é ser genitora Mas primeiro é ser mulher